quarta-feira, dezembro 21, 2011

NATAL, TEMPO DE RENOVAÇÃO

O Natal para além dos festejos pelo aniversário do Iluminado é o período em que as pessoas devem pensar na renovação. Renovar-se implica em dispor-se á mudar e é essa a grande dificuldade. A mudança assusta e as pessoas tendem a resistir. Fico pensando: se alguns de nós não possuíssem o dom da maleabilidade e da flexibilidade associados á curiosidade, criatividade e á tendência revolucionária, ainda estaríamos vivendo nas cavernas e comendo carne crua. Acho estranho perceber que, em meio a tantas coisas novas criadas pelos humanos, presente da inteligência superior a que chamam Deus, Alá ou o que seja, existem alguns de nós que não querem renovar-se. Sem que percebamos nosso corpo se renova inteiro em três meses. Nossas células morrem e são substituídas por outras a cada dia, semana, mês. A natureza da vida é a mudança, então, por que achamos tão ruim mudar? Resposta: por que não somos apenas a genética, somos também a cultura que vivemos e ajudamos a construir. As sociedades humanas desenvolveram pelos caminhos seculares uma tendência a acomodar-se. Os pássaros, insetos e outras formas de vida renovam-se rapidamente e, a cada nova geração, mudam para melhor adaptar-se ás condições geográficas e de escassez de alimento. Os humanos acomodam-se por que precisam de mais tempo. Nossos filhotes precisam de muito tempo para gerar e depois de nascidos, muito frágeis que somos, precisam de muito tempo para estar em condições de sobreviver sozinhos. Além disso, nós os dotados de racionalidade, memória, pensamento, acabamos por construir estruturas que preservem a presença humana nos espaços terrenos e, a partir disso, desenvolvemos a vaidade egóica de registrar não a evolução humana apenas, mas, a marca pessoal da nossa passagem. Depois de um tempo isso acaba sendo mais importante que compartilhar com os da mesma espécie a condição de sobreviver e adaptar-se. Passamos a desejar muito que as gerações futuras saibam que um ego em especial fez algo importante ou que pensou ser importante. As vaidades e a necessidade de poder desviaram o ser humano dos ensinamentos planetários trazidos pelo Mensageiro Universal. Passamos a destruir conhecimentos e pessoas que colocavam em risco os poderes pessoais. Passamos a separar em classes os de nossa espécie e a respeitar aqueles que contribuíam com a ascensão de poderes que nos interessam. Distanciamos-nos da mensagem UNIversal e das verdades fundamentais por interesses egocêntricos. É hora de refletir sobre os efeitos disso. FELIZ NATAL!

terça-feira, novembro 22, 2011

VALORIZAR A APRENDIZAGEM HUMANA NAS ORGANIZAÇÕES

A mudança do foco na gestão de pessoas de recursos humanos, considerados como ativos permanentes, para as pessoas, consideradas como ativo intangível, é um movimento que começa na década de 60 do século passado e fortalece-se no novo cenário do trabalho. Onde antes se priorizavam os processos hoje se priorizam pessoas. A expressão “capital humano” cunhada por Schultz (apud DEMO G, 2008) na década de 60 buscava valorizar o humano no trabalho como diferencial patrimonial de futuro. No entanto, no Brasil, apesar das idéias de Schultz serem professadas nos discursos com muita ênfase, alguns de nossos estudiosos da época apontavam a distancia entre o discurso e a prática na cultura do trabalho no período da ditadura brasileira. Para estes estudiosos a riqueza deixava de manifestar-se nas grandes estruturas industriais para manifestar-se na capacidade de aprender e usar criativamente o que se aprende por parte dos trabalhadores. Na empresa a palavra capital é representada pelo conjunto de elementos, dinheiro, móveis, veículos, promissórias a receber, entre outros, que o empresário possui para iniciar suas atividades. Para Senge (2008) “uma organização que aprende é aquela que está continuamente expandindo a capacidade de criar seu futuro”. Assim, os ativos humanos passam a ocupar lugar de destaque nas organizações competitivas e, nessas, o talento valoriza-se como riqueza. Ressalta-se que, para as organizações, a manutenção ou desenvolvimento de capital intelectual estaria garantindo rentabilidade futura. Essa mudança no ângulo de visão relacionada ás pessoas no trabalho altera a noção de patrimônio e lucratividade. A conscientização das organizações para o valor do capital intelectual como diferencial competitivo fez com que, no discurso inovador de gestão, os talentos sejam considerados peças-chaves nas estratégias organizacionais. Mas, essa visão não era reconhecida na década de 80 do século passado. Essa tendência para criar uma falsa noção de valorização no trabalhador ainda é recorrente em organizações brasileiras e, ainda comum em algumas regiões com cultura fechada de base manufatureira. Usar expressões como “colaboradores”, “talentos”, “capital humano” tornou-se comum nos discursos que pretendem passar imagem moderna de gestão, mas, o que se percebe é que, mesmo grandes empresas nas regiões desenvolvidas do país, ainda vêm pessoas como recurso perecível e de fácil troca. Para as organizações, não reconhecer que apenas as pessoas aprendem e que, apenas elas podem criar novas formas de solucionar problemas é criar armadilhas no próprio território. É necessário criar espaços criativos e de aprendizagem nas empresas, sob pena de perder-se os espaços conquistados. Pensem nisso!