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terça-feira, novembro 24, 2009
COMPETIÇÃO NO TRABALHO. O POSITIVO E O NEGATIVO DO COMPORTAMENTO
O comportamento competitivo entre seres humanos existe desde o tempo das cavernas. A competição era pela melhor performance, pelo melhor espaço, pelo melhor alimento, pela melhor caverna. Será que isso mudou ou apenas tem nova roupagem? Bem, analisando comportamento humano em sociedade, penso que, pouca coisa mudou no comportamento biológico humano. Hoje a psicologia e as ciências sociais afirmam que o ser humano é um ser Bio-psico-social e áreas da psicologia defendem que ele é espiritual e cósmico. Acrescentamos vivencias, sabedorias e experimentações á gama de possibilidades humanas. É certo que evoluímos, mas, se olharmos as noticias, vamos perceber que o “bicho humano”, ou os humanóides como eu denomino estão por ai, vivendo conosco. Acredito que tudo é ciclo e cada ser evolui de acordo com suas possibilidades. Vamos pensar nos ambientes de trabalho e fazer links com as reflexões acima. Sabemos que é no trabalho que o ser humano vive mais tempo. Que é com colegas de trabalho que estamos por mais tempo. Que é no ambiente de trabalho onde somos mais pressionados. Portanto, é no ambiente de trabalho onde acabam aparecendo mais os comportamentos, tanto no nível do biológico quanto no espiritual. Alguns exemplos: entregar o colega para garantir seu emprego é um comportamento de sobrevivência. Criar equipes de trabalho, garantir o lucro da empresa e ainda, a proteção ambiental, o respeito ás diversidades é um comportamento espiritual. Mentir é um comportamento de sobrevivência. Agir com amabilidade com subordinados é um comportamento espiritual. Acreditar que a sua empresa é a única que deve manter-se no mercado e tentar criar formas injustas de eliminar as outras é um comportamento de sobrevivência. Acreditar que todas as empresas têm direito á vida e lucro e que existem clientes para todos, mas que, o destaque será para as de melhor atendimento e relacionamento com clientes é mais evoluído. Pensar que, no seu ambiente de trabalho, qualquer colega que se destaque é ameaça ao seu emprego e por isso devem ser neutralizados é comportamento de sobrevivência. Acreditar que você tem muito a aprender e sempre pode melhorar e seus colegas podem ajudar é comportamento evoluído. Todos nós agimos por instinto, a diferença é que nossa missão é mais que garantir sobrevivência. Somos animais espirituais. Fazemos escolhas. Podemos agir como os cupins: que vivem em grupo e garantem a sobrevivência ou, como humanos. Depende de cada um. Pense nisso!
segunda-feira, junho 22, 2009
O QUE É CRISE PARA UNS É OPORTUNIDADE PARA OUTROS
Qual é o foco de suas percepções? No problema ou na solução? Pessoas percebem e priorizam circunstancias e situações de forma diversa. Algumas diante de uma dada situação focalizam o problema e criam defesas. Outras, focalizam a solução e pensam formas de aproveitar oportunidades. Os EUA estão em crise e focalizam no problema, buscam desesperadamente criar barreiras para não perderem sua força e fecham-se, evitando maiores perdas. Os Chineses diante da crise produzem oportunidades. Como os maiores credores americanos desencadeiam negociações e adquirem ícones da força econômica americana. Desenvolvem programa de crescimento e ainda criam formas de ajudar os EUA a manterem sua condição de força, pois, como credores têm interesse em que os americanos consigam pagar suas contas. Assim, injetam recursos, mas, mudam a realidade das relações estabelecidas até o momento. Penso que daqui a 5 anos a realidade econômica mundial será absolutamente diferente do que temos até hoje. A crise econômica mundial atual produzirá um reordenamento do capital e da produção. Sou da área da educação e tenho escutado de colegas o discurso da crise como o responsável pelo sumisso do cliente – 0 aluno. Vejo de forma diferente o momento: as grandes empresas realmente estão dispensando pessoas, mas, não dispensam aquelas que têm conhecimentos. Dispensam os trabalhadores que não fazem diferença alguma, que não acrescentem capital intelectual. Essas pessoas, em sua maioria estão perdendo os trabalhos por que, na avaliação de desempenho, não adquiriram capital intelectual suficiente para agregar ao ativo da empresa e, portanto, não têm força de negociação. Assim, para a educação a crise econômica é importante por que gera uma demanda por qualificação, formação acadêmica, aquisição de novos conhecimentos. Há tempos sabemos que, o trabalhador que não se atualiza, que não faz leituras, que não tem cultura geral e conhecimentos específicos, que não aprendeu novas formas de solucionar velhos problemas, está fadado a perder lugar no mercado por que suas soluções são repetitivas e conservadoras – “sempre deu certo assim”. Com a necessidade de priorizar pessoal e focar na qualidade da produção e atendimento, o mercado vai absorver pessoas que agregam valor, que tenham bom vocabulário, argumentos e pensem rápido. Você se preparou para esse momento? Se não, perder o trabalho pode ser a oportunidade para preparar-se melhor. Pense nisso!
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sexta-feira, fevereiro 27, 2009
TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO EM TEMPOS DE CRISE
A necessidade de pessoal preparado, com habilidades para a polivalência aumenta nas empresas em tempos de ajustes provocados por crise econômica mundial. As empresas precisam manter qualidade, mas, precisam também reduzir custos e uma das formas mais usadas de redução de custos é ainda, a dispensa de pessoal. Dessa forma, quem tem maiores probabilidades de manter-se empregado? Exatamente aqueles trabalhadores que buscam reciclagem, conhecimentos, formação diferenciada e possuem diversificação na sua prática garantindo á empresa a condição de usar esse potencial de acordo com sua demanda. O trabalhador que está a muitos anos fazendo a mesma coisa e não procurou aprender nada novo, que não acrescenta á empresa em matéria de inovação e que não contribui com conhecimentos que possam ajudar a empresa a manter-se no mercado e a sair da crise, tende a ser o que primeiro será escolhido para as filas do desemprego. Está publicado nos principais meios de comunicação: em fevereiro o numero de trabalhadores convidados a ganhar menos e trabalhar menos passa dos 100mil no pais. Quem são essas pessoas? Certamente pessoas que a empresa não quer perder por que agregam valor a ela, mas, que também precisam ajudar no momento de crise. As empresas estão priorizando seus empregados e seus produtos. A quantidade de encomendas nas indústrias diminuiu em função da crise mundial, assim, é necessário reajustes, novas estratégias de venda, valorização da imagem e fortalecimento dos produtos. Esse cenário exige pessoal compromissado, envolvido com a permanência da empresa no mercado, preocupado com a manutenção das condições coletivas de trabalho. Gente que entra e sai da empresa sem preocupar-se com os colegas, com o produto, com o mercado ou mesmo com o futuro da empresa, gente que apenas pensa no trabalho como forma de garantir o salário ao final do mês está fadado ao desemprego. A realidade no mundo do trabalho está se transformando bem aqui e agora, bem na nossa frente. Os mais atentos mexem-se e mudam, os mais alienados passam a reclamar da sorte e do governo e não se movimentam. Estamos em um período importante de mudança no mundo. Os valores das coisas e das relações estão mudando. Mas, isso não precisa ser negativo, momentos de crise são também, momentos de criatividade, crescimento coletivo, novas estratégias, novos valores. Mudança é bom, desde que, você esteja preparado e tenha conseguido manter-se flexível. Pense nisso!
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